MILÃO (AP) — O acidente de parapente que ceifou a vida do atleta radical Felix Baumgartner, ocorrido em julho, foi causado por erro humano, segundo informou nesta terça-feira um promotor responsável pela investigação.

Baumgartner, o primeiro paraquedista a ultrapassar a velocidade do som, faleceu em 17 de julho, ao longo da costa do Adriático, na Itália. Testemunhas relataram que o voo seguia normal até que o equipamento começou a girar em espiral, culminando com a queda perto da piscina de um resort à beira-mar.

O promotor Raffaele Iannella afirmou que a investigação não identificou problemas técnicos no parapente motorizado utilizado por Baumgartner. “Ele entrou em uma espiral e não conseguiu sair; não foi capaz de realizar a manobra necessária para evitar a queda”, disse Iannella à Associated Press. Segundo informações divulgadas pela agência de notícias alemã dpa, os resultados do relatório foram finalizados recentemente.

Agora, o promotor solicitará o arquivamento do caso, o que dependerá da aprovação de um juiz.

Conhecido como “Fearless Felix”, Baumgartner surpreendeu o mundo em 2012, quando se tornou o primeiro ser humano a romper a barreira do som com o próprio corpo. Vestindo um traje pressurizado, ele saltou de uma cápsula içada a mais de 24 milhas (39 quilômetros) acima da Terra, por um enorme balão de hélio, sobre o Novo México.

O austríaco, integrante da equipe Red Bull Stratos, atingiu uma velocidade máxima de 843,6 mph — equivalente a 1,25 vezes a velocidade do som — durante uma descida de nove minutos. Em determinado momento, ele entrou em um giro incontrolado, potencialmente perigoso, enquanto ainda estava em velocidade supersônica, girando por 13 segundos, conforme relatado por sua equipe.


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