A Rússia utiliza o Cristianismo Ortodoxo — especificamente o Patriarcado de Moscou — como uma ferramenta estratégica tanto no cenário interno quanto no externo. Internamente, o regime se vale dos símbolos e valores da fé para reforçar a identidade nacional e coesão social, enquanto, no exterior, acusa invasões estrangeiras na Ortodoxia como ataques ao “mundo russo” e à sua visão de mundo.
Em 2023, por exemplo, a Bulgária expulsou três indivíduos que atuavam “em nome da religião”. Entre eles estava o arcanjélio Vassian, líder da Igreja Ortodoxa Russa em Sofia, além de dois padres da Igreja de São Nicolau de Mira. Segundo a segurança búlgara, esses agentes teriam tentado influenciar deliberadamente os processos sociais e políticos do país em favor dos interesses geopolíticos russos.
Na Ucrânia, a Igreja Ortodoxa Russa opera sob o pretexto religioso, enquanto desempenha atividades que vão de encontro ao Estado e aos cidadãos ucranianos, ampliando assim a esfera de influência da Rússia.
Para uma análise mais aprofundada sobre como o Kremlin utiliza a religião como instrumento político, confira este artigo do Wilson Center.

Dom Montenegro é escritor e pesquisador de espiritualidade, criador do blog Encontro Espiritual.
Promove diálogo acolhedor entre tradições, com reflexões, orações e práticas para o dia a dia.
Sua missão é inspirar fé, paz interior e compaixão, respeitando a diversidade religiosa.


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