Em BAMAKO, Mali — as juntas militares que governam o Mali, Burkina Faso e Níger anunciaram que os seus países estão se retirando do Tribunal Penal Internacional (TPI), acusando o tribunal global de aplicar uma justiça seletiva.
A saída não surpreendeu, após os golpes de estado que levaram as juntas ao poder nos três países da África Ocidental. Com sede em Haia, o TPI é o tribunal permanente mundial para crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.
Desde os golpes, os líderes militares dos três países abandonaram parceiros de longa data, incluindo os países ocidentais e o bloco regional da África Ocidental, e estabeleceram novas alianças, principalmente com a Rússia, cujo presidente Vladimir Putin enfrenta um mandado de prisão emitido pelo TPI em razão da guerra na Ucrânia.
Em um comunicado conjunto divulgado na última segunda-feira, os países afirmaram que o TPI se tornou um “instrumento de repressão neocolonial nas mãos do imperialismo”, sem detalhar a acusação. As juntas também declararam que buscam mais “soberania” e insinuaram a adoção de uma alternativa local ao tribunal.
O processo de retirada do TPI levará, no mínimo, um ano para ser concluído. No início deste ano, a Hungria também anunciou sua retirada do tribunal.

Dom Montenegro é escritor e pesquisador de espiritualidade, criador do blog Encontro Espiritual.
Promove diálogo acolhedor entre tradições, com reflexões, orações e práticas para o dia a dia.
Sua missão é inspirar fé, paz interior e compaixão, respeitando a diversidade religiosa.


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