Temporada de Terror: Artistas Assombrados em Casa Assombrada de Michigan Aprendem os Segredos do Medo
Em Pontiac, Michigan, uma casa assombrada nos subúrbios de Detroit segue uma fórmula de 25 anos para aterrorizar seus visitantes. Maquiagens grotescas, adereços ameaçadores e fantasias intimidadoras são apenas uma parte do espetáculo. O grande diferencial, porém, é o treinamento dos atores de susto – a chamada “Scare School”, escola onde os aspirantes a artistas do terror aprendem todos os truques do ofício para proporcionar a experiência mais assustadora.
As aulas começam semanas antes da abertura do labirinto de quatro níveis da atração, preparando novos talentos para dominar os figurinos, a aplicação de maquiagem e os movimentos corporais exagerados que já petrificaram milhares de clientes desde o início do século XXI. Um exemplo dessa preparação é o “Wimp Out Score Board”, um placar localizado no saguão térreo da Erebus Haunted Attraction, que contabiliza o número de visitantes que fogem antes de completar o percurso – ou que acabam “molhados, vomitando e desmaiando”.
O impressionante local, que ocupa uma antiga estrutura de estacionamento abandonada, costuma figurar nas listas das casas assombradas mais assustadoras dos Estados Unidos. Os irmãos e gerentes de operação, Zac e Brad Terebus, destacam que o treinamento dos atores vai além dos trajes e dos gritos altos. “A Scare School se resume à psicologia do medo. O medo não é um acidente – é uma arte”, afirma Zac.
Nos dias que antecedem a temporada de Halloween, de 19 de setembro a 2 de novembro, os gerentes realizam audições e contratam dezenas de atores de susto, orientando-os para que se transformem de cidadãos comuns em criaturas sobrenaturais. Em uma sala no andar superior, os veteranos ensinam os recém-chegados os segredos do passo zombificado, o grito de demônio, o equilíbrio instável em pontes improvisadas e até mesmo como manusear um taco com pontas de plástico. Além disso, os novatos aprendem sobre aplicação de maquiagem, figurino, como entrar em personagem e as regras de interação com o público.
“Imagine que durante o dia eles sejam advogados – aqui, eles podem se despir dessa pele e liberar o monstro que existe dentro deles”, comenta Brad Terebus.
O ator Alan Tucker, que interpreta um palhaço sedento por sangue, descreve a experiência como “terapêutica”. “Você nunca imaginaria que poderia ser outra pessoa por algumas horas e aterrorizar pessoas. Mas quando realmente você entra nesse papel, é algo extremamente divertido e gratificante”, explica Tucker, que está em seu segundo ano como ator de susto.
Já Renee Piehl, em seu terceiro ano de atuação, interpreta Nyx – baseada na deusa grega da noite – e se dedica a assustar os visitantes que aguardam na fila para a atração. “As pessoas vêm aqui para sentir medo. É Halloween, é diversão. Nosso trabalho é ser feios, assustadores e sangrentos”, afirma.
Além disso, quanto mais assustadores os artistas, maiores os números registrados no “Wimp Out Score Board”. Atualmente, o placar exibe a marca de 10.711 “fracos” e 1.246 casos de “molhados, vomitando e desmaiando”, totais acumulados desde a inauguração da atração pelos tios e pelo pai dos atuais proprietários.
Zac brinca: “Chamamos os acessos de emergência de ‘saídas de galinha’. Em qualquer ponto do show, se alguém disser ‘quero sair’, nós o escoltamos até o saguão de saída e ele espera que seu grupo venha buscá-lo. É uma competição entre nossos monstros para ver quem consegue realmente assustar alguém ao ponto de fazer a pessoa perder o controle.”

Dom Montenegro é escritor e pesquisador de espiritualidade, criador do blog Encontro Espiritual.
Promove diálogo acolhedor entre tradições, com reflexões, orações e práticas para o dia a dia.
Sua missão é inspirar fé, paz interior e compaixão, respeitando a diversidade religiosa.

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