Uma mulher de Minnesota que preencheu o boletim de votação de sua falecida mãe para Trump em 2024 deve escrever uma redação sobre o voto
Uma mulher de Minnesota, condenada por preencher e enviar um boletim de votação pelo correio em nome de sua mãe falecida – uma apoiadora fervorosa do republicano Donald Trump – teve a sentença agravada quando um juiz determinou que ela escreva uma redação e leia um livro sobre a importância do voto para a democracia.
Trump, que conseguiu a reeleição no ano passado, tem criticado o voto pelo correio, afirmando que o sistema é fraudulento. Jake Fauchald, procurador do Condado de Itasca, destacou que o caso exemplifica a eficácia do sistema eleitoral em identificar e coibir tentativas de fraude.
Danielle Christine Miller, 51, de Nashwauk – uma região rural a cerca de três horas ao norte de Minneapolis – foi acusada no último outono de três crimes graves depois que autoridades eleitorais locais identificaram, em outubro, dois boletins de voto por correspondência suspeitos de fraude. Um desses boletins pertencia a uma eleitor registrada que havia falecido, a mãe de Miller.
Nos autos, consta que Miller disse a um investigador que preencheu o boletim de voto ausente de sua mãe e assinou em seu lugar na envelope de assinatura. Ela afirmou ainda que sua mãe, grande apoiadora de Trump, desejava votar nele, mas faleceu em agosto de 2024 antes de receber o boletim. Segundo os documentos, Miller também alegou ter assinado o envelope de assinatura de sua mãe como testemunha em seu próprio boletim.
Miller se declarou culpada na semana passada de ter intencionalmente elaborado ou assinado um certificado falso. Em sua declaração, ela afirmou que estava embriagada no momento de enviar os boletins e não conseguia se lembrar exatamente do que havia feito, mas reconheceu que as evidências a incriminavam, conforme explicou Fauchald. A advogada de Miller não retornou a mensagem deixada.
A juíza do Nono Distrito Judicial de Minnesota, Heidi Chandler, cancelou as outras duas acusações. A pena de Miller inclui até três anos de liberdade condicional supervisionada e uma multa de US$ 885.
Além disso, a sentença impôs medidas inusitadas: Miller deve ler o livro Thank You for Voting: The Maddening, Enlightening, Inspiring Truth About Voting in America, de Erin Geiger Smith, que aborda a história do voto e questões atuais; e deverá ainda redigir um trabalho de 10 páginas discutindo a importância do voto numa democracia e como a fraude eleitoral pode comprometer o processo.
Fauchald considerou a condenação justa e destacou que a redação tem o intuito de conscientizar não só a ré, mas também servir de alerta para outros, para que não se repitam ações como essa no futuro.

Dom Montenegro é escritor e pesquisador de espiritualidade, criador do blog Encontro Espiritual.
Promove diálogo acolhedor entre tradições, com reflexões, orações e práticas para o dia a dia.
Sua missão é inspirar fé, paz interior e compaixão, respeitando a diversidade religiosa.


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