Você está aí, Deus? Sou eu, Cogumelos …

Katelyn e Roxy são o que os pesquisadores chamariam de “psicodélicamente inexperientes” – ou seja, nunca embarcaram em uma viagem alucinógena. Contudo, não são necessariamente contrárias aos psicodélicos; estão fascinadas pelo número de pessoas que têm usado essas substâncias para objetivos espirituais.

Quando um novo estudo, divulgado neste verão pelas universidades Johns Hopkins e NYU, analisou os efeitos da psilocibina – conhecida como cogumelos mágicos – sobre clérigos, ficou claro que o assunto merecia um destaque especial.

As informações foram colhidas pela repórter Kathryn Post, que vem conversando há anos com os participantes clérigos do estudo sobre suas experiências. Segundo ela, tais vivências foram amplamente positivas – 96% dos 24 participantes avaliaram, de forma retroativa, uma experiência com psilocibina como estando entre as cinco mais espiritualmente significativas de suas vidas.

Também se junta à discussão um dos participantes do estudo, o rabino Zac Kamenetz, que, desde então, fundou sua própria organização para apoiar os “exploradores psicodélicos judaicos” ao redor do mundo.

Convidados

  • Kathryn Post – repórter baseada em Pittsburgh, que cobre temas como a espiritualidade da geração Z, cultura pop e questões relacionadas a abusos em contextos religiosos.
  • Zac Kamenetz – rabino, educador comunitário, artista e aspirante a capelão psicodélico. Ele é o fundador e CEO da Shefa, organização que trabalha para criar espaços de cura e autoconhecimento na comunidade através da integração da sabedoria judaica com práticas psicodélicas.

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